terça-feira, dezembro 05, 2006

FELICIDADE DOS GUERREIROS


O que nos resta diante das circuntâncias opressoras, as vezes determinante? E das situações nem sempre bem-vindas de nossa existência? Somente um grande muro de lamentações ou a coragem que nos faz lutar é que é nossa fortaleza?
Se decidirmos pela pena de viver, isto será uma decisão nossa, uma escolha que é filha da liberdade e da responsabilidade de nossos atos. Existem criaturas que dão o nome a isso de azar, seria melhor chamar-lhes de objetos. Porém, se a resignação diante da opressão for percebida não como pedras e espinhos do caminho, mas como a força motivadora para lutarmos e ultrapassarmos as adversidades da jornada substituindo o conformismo pela resistência, então, poderemos dizer que ousar é sorte, e esta, é criada pelo nosso agir.
A inércia não é honra nem dá prazer ao pensamento daquele que faz da sua guerra, das suas batalhas, a inspiração e o sentido de ser e de estar presente aqui. o que vai ficar marcado na história não é a tirania, a maldade e a tirania dos homens das trevas, mas sim, a apatia e a indiferença dos homens da luz.
Estas foram minhas palavras que encontraram um ancoradouro nas de Martin Luther King: "Quem não encontrou um motivo para morrer não está preparado para viver".

terça-feira, novembro 21, 2006

ARPEJOS ESPIRITUAIS

Nossas vidas, por vezes, se assemelham a estradas tortuosas.
Difícil é aceitar, que foram traçadas pelo nosso "livre"- arbítrio.
Convalescemos após seqüentes quedas em nosso vícios.
Estamos tristes figuras, emolcuradas em erros constantes!
Porém, "pecamos" somente ao julgarmos-nos sós e desamparados.
Desalentados poderiam estar, aqueles que nos buscam para a luz!
Ledo engano, perseverança forjada no trabalho e hei-los junto a nós.
Olvidamos então seus diversos clamores, para esbaldarmo-nos na mundanice!
Quão tênue e fugaz é nossa fortaleza, pois desaba perante fragrâncias etílicas.
Como não buscar acender, no imo d'alma, a chama que forja Homens Humanos?
Notifiques ao mundo, se conheces algo criado que não sofra constantes metamorfoses!
Milênios viajando pelos avatares, fazem hoje, ressoar uma questão:
Quando virá a Primavera, que há de revelar a todos, um novo ser liberto?
Liberdade das mandíbulas, do monstro animal, alimentado pela nossa inércia!
Constam, ao longo dos séculos, pergaminhos sobre homens libertos de tal monstro.
Dizem, que não se deixavam abater, mesmo quando o fogo dos ignorantes os consumia.
A poderosa arma que possuem? Profetizam os sábios ser a fé!
Inexpugnável castelo se torna o espírito que detem tal defesa!
Outros, afirmam assaz, que estes Homens Humanos possuem em suas pupilas...
O brilho do amor, ilimitada essência que inunda a todos de energias divinas!
Talvez, nestes ditos "dias modernos", alguém ainda queira mergulhar em si,
Se espelhando nos grandes irmãos, nos prístinos heróis, para obter sua real individualidade.
Muitos perguntam qual troféu é adorno para novos triunfantes?
Aqueles que iniciarem esta jornada, em busca do Homem Humano e do Pai sentirão...
Sentirão a divina resposta que vem do âmago!

segunda-feira, novembro 20, 2006

ANDANÇAS



E novamente divago: toda situação inusitada nos constrange a reflexão.
O comportamento humano nos surpreende, mostrando que não conhecemos verdadeiramente uns aos outros.
No cenário das conveções sociais, o verniz está presente nas muitas máscaras que usamos, no entanto, com o decorrer das horas, noto que cedo ou tarde, elas - as máscaras - caem por terra, revelando assim a face "simiesca" do eu; penso que não suportaria encarar o outro sem seu adorno, ou, olhar-me no espelho sem esse adorno.
A vida tem mecanismos que por certo escapam a minha compreensão, assim como na melodia de um instrumento muscal a perguntar, e outro a responder, aquele no afã de tudo saber, acaba abafado pelas perguntas, ouvindo-se então apenas um dos instrumentos.
O tempo, o porvir, pode oferecer algumas e tão somente algumas respostas.
Todo encontro deixa marcas, marcas indeléveis na alma.
Todo desencontro trás o gosto da espera, por m possível confronto, com ou sem máscaras, pois, nas andanças da estrada, haverá um ponto de convergência, de abertura, de decepção ou ventura, mas um reencontro que sempre vale a pena, ainda mesmo quando não antevemos se estremos lidando com o fluxo ou refluxo da criatura humana.
Confesso o medo, todavia prossigo, preciso e desejo sorver deste cálice até a última gota.