segunda-feira, novembro 20, 2006

ANDANÇAS



E novamente divago: toda situação inusitada nos constrange a reflexão.
O comportamento humano nos surpreende, mostrando que não conhecemos verdadeiramente uns aos outros.
No cenário das conveções sociais, o verniz está presente nas muitas máscaras que usamos, no entanto, com o decorrer das horas, noto que cedo ou tarde, elas - as máscaras - caem por terra, revelando assim a face "simiesca" do eu; penso que não suportaria encarar o outro sem seu adorno, ou, olhar-me no espelho sem esse adorno.
A vida tem mecanismos que por certo escapam a minha compreensão, assim como na melodia de um instrumento muscal a perguntar, e outro a responder, aquele no afã de tudo saber, acaba abafado pelas perguntas, ouvindo-se então apenas um dos instrumentos.
O tempo, o porvir, pode oferecer algumas e tão somente algumas respostas.
Todo encontro deixa marcas, marcas indeléveis na alma.
Todo desencontro trás o gosto da espera, por m possível confronto, com ou sem máscaras, pois, nas andanças da estrada, haverá um ponto de convergência, de abertura, de decepção ou ventura, mas um reencontro que sempre vale a pena, ainda mesmo quando não antevemos se estremos lidando com o fluxo ou refluxo da criatura humana.
Confesso o medo, todavia prossigo, preciso e desejo sorver deste cálice até a última gota.

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