terça-feira, novembro 21, 2006

ARPEJOS ESPIRITUAIS

Nossas vidas, por vezes, se assemelham a estradas tortuosas.
Difícil é aceitar, que foram traçadas pelo nosso "livre"- arbítrio.
Convalescemos após seqüentes quedas em nosso vícios.
Estamos tristes figuras, emolcuradas em erros constantes!
Porém, "pecamos" somente ao julgarmos-nos sós e desamparados.
Desalentados poderiam estar, aqueles que nos buscam para a luz!
Ledo engano, perseverança forjada no trabalho e hei-los junto a nós.
Olvidamos então seus diversos clamores, para esbaldarmo-nos na mundanice!
Quão tênue e fugaz é nossa fortaleza, pois desaba perante fragrâncias etílicas.
Como não buscar acender, no imo d'alma, a chama que forja Homens Humanos?
Notifiques ao mundo, se conheces algo criado que não sofra constantes metamorfoses!
Milênios viajando pelos avatares, fazem hoje, ressoar uma questão:
Quando virá a Primavera, que há de revelar a todos, um novo ser liberto?
Liberdade das mandíbulas, do monstro animal, alimentado pela nossa inércia!
Constam, ao longo dos séculos, pergaminhos sobre homens libertos de tal monstro.
Dizem, que não se deixavam abater, mesmo quando o fogo dos ignorantes os consumia.
A poderosa arma que possuem? Profetizam os sábios ser a fé!
Inexpugnável castelo se torna o espírito que detem tal defesa!
Outros, afirmam assaz, que estes Homens Humanos possuem em suas pupilas...
O brilho do amor, ilimitada essência que inunda a todos de energias divinas!
Talvez, nestes ditos "dias modernos", alguém ainda queira mergulhar em si,
Se espelhando nos grandes irmãos, nos prístinos heróis, para obter sua real individualidade.
Muitos perguntam qual troféu é adorno para novos triunfantes?
Aqueles que iniciarem esta jornada, em busca do Homem Humano e do Pai sentirão...
Sentirão a divina resposta que vem do âmago!

segunda-feira, novembro 20, 2006

ANDANÇAS



E novamente divago: toda situação inusitada nos constrange a reflexão.
O comportamento humano nos surpreende, mostrando que não conhecemos verdadeiramente uns aos outros.
No cenário das conveções sociais, o verniz está presente nas muitas máscaras que usamos, no entanto, com o decorrer das horas, noto que cedo ou tarde, elas - as máscaras - caem por terra, revelando assim a face "simiesca" do eu; penso que não suportaria encarar o outro sem seu adorno, ou, olhar-me no espelho sem esse adorno.
A vida tem mecanismos que por certo escapam a minha compreensão, assim como na melodia de um instrumento muscal a perguntar, e outro a responder, aquele no afã de tudo saber, acaba abafado pelas perguntas, ouvindo-se então apenas um dos instrumentos.
O tempo, o porvir, pode oferecer algumas e tão somente algumas respostas.
Todo encontro deixa marcas, marcas indeléveis na alma.
Todo desencontro trás o gosto da espera, por m possível confronto, com ou sem máscaras, pois, nas andanças da estrada, haverá um ponto de convergência, de abertura, de decepção ou ventura, mas um reencontro que sempre vale a pena, ainda mesmo quando não antevemos se estremos lidando com o fluxo ou refluxo da criatura humana.
Confesso o medo, todavia prossigo, preciso e desejo sorver deste cálice até a última gota.