quinta-feira, dezembro 11, 2008

SOBRE O QUE FINJO SER


Todo dia é igual de um jeito diferente; visto minha máscara e passo a interpretar papéis. Cada dia é um... Há dias em que sou um déspota ou um assassino em potencial; há outros em que finjo ser Deus, às vezes um reles mortal. Sou um romântico apaixonado, um poeta indiferente ou um ausente enfastiado; há dias em que canso-me de ser... De ser correto, ser objeto; de ser o que não sou; de sonhar, planejar, fracassar e sonhar... Mas um dia vou escolher quem serei; talvez o azul ou o vermelho; a luz, o espelho... Talvez seja o todo ou a parte, o sagrado, o profano, o popular, o erudito, o palestino, o judeu.
Talvez eu deseje variar e pra variar um pouco talvez eu prefira ser eu.

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